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A BANDEIRA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, TE AMO MEU RIO GRANDE

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

O CULTO ÁS TRADIÇÕES.

“Tradição gaúcha - vocábulo usado no plural, significando o rico acervo cultural e moral do Rio Grande do Sul no campo literário, folclórico, musical, usanças, adagiário, artesanato, esportes e atividades rurais” (Nunes e Nunes, 1984), ganhou relevância com a apresentação da tese O sentido e o valor do Tradicionalismo de autoria de Barbosa Lessa, no I Congresso Tradicionalista. Nesta ocasião foram definidos também os fundamentos e a diretriz filosófica para o movimento, que começara seis anos antes, de maneira intuitiva e espontânea:

Em decorrência, o Movimento parte para uma linha de massificação popular, menos elitizante, menos intelectualizada [...] até se consagrar como o maior Movimento popular de cultura em todo o mundo ocidental: 2 milhões de participantes ativos (sic) (Lessa, s/d, p.3).

Esta tese foi baseada, segundo seu autor, nas coordenadas teóricas da Escola Sociológica de Chicago, sob os ensinamentos diretos de Donald Pierson e indiretos de Ralph Linton (Lessa, 1985, p.80-82). Resumidamente ela propunha o fortalecimento de “grupos locais”, que estavam se esfacelando diante das características da nova organização social do mundo contemporâneo, resultando no enfraquecimento da vida em grupo.

A proposta foi encaminhada em nível associativo e sociopolítico, que na prática foi definido na criação de núcleos (CTGs)para realçar os valores tradicionais, através de atividades artísticas e convívio em grupo. Os CTGs seriam então a recriação de “grupos locais”, mencionados por Pierson, trazendo simbolicamente o ambiente rural para as cidades, na tentativa de ambientar o homem rural.

O Movimento Tradicionalista Gaúcho pode-se dizer então, originou-se de forma espontânea, criado por jovens secundaristas que sentiam a necessidade de ligar-se às suas raízes, mas como decorrer do tempo foi crescendo e se estruturando, resultando neste “código cultural”, que Luiz Coronel denomina como “patronagem cultural”, que são os princípios norteadores do movimento.

Iniciadores do movimento, entre eles Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, criaram ou recriaram grande parte do que hoje se acredita ser o folclore gaúcho, como algumas danças, canções, indumentária, poesia, até alguns costumes como a maneira de apertar a mão no cumprimento: “[...] éramos tradicionalistas, gente mantendo ativamente no presente aspectos do passado, com vistas ao futuro. Quando algum elemento faltasse para a nossa ação, nós teríamos de suprir a lacuna de um jeito ou outro” (Lessa, 1985, p.64). O procedimento, de criar as tradições, posteriormente foi justificado por Lessa e Côrtes, apoiados na publicação no Brasil do livro A invenção das tradições de Eric Hobsbawm e Terence Ranger, que pelo visto veio anos mais tarde corroborar as atitudes dos pioneiros do Tradicionalismo gaúcho (Idem, p.69-72).

O Tradicionalismo, segundo Glaucus Saraiva (1968, p.15), outro dos fundadores do movimento, é um sistema organizado e planificado de culto, prática e divulgação desse todo que chamamos tradição. Obedece a uma hierarquia própria, possui alto programa contido em sua Carta de Princípios, que deve, na medida do possível, realizar e cumprir. Tradição, comparativamente, é o campo das culturas gauchescas (sic). Tradicionalismo, a técnica de criação, semeadura, desenvolvimento e proteção de suas riquezas naturais, através de núcleos que se intitulam CTGs.

Ocorre no Rio Grande do Sul, portanto, um fenômeno singular, além do folclore que é uma manifestação popular impregnada de tradicionalidade, o Tradicionalismo, que é um culto às tradições, que também é popular, mas que nada ou quase nada permite de mutações que são intrínsecas ao folclore. Entre os tradicionalistas, inclusive, existem alguns folcloristas que se equilibram entre um lado e outro, como declara um deles, Antônio Augusto Fagundes (1983, p.8): por um lado, como folclorista, me compete registrar a realidade sem interferir nela. Por outro lado, e antes de ser folclorista, o que me dá uma outra vinculação [...] eu devo pugnar pelos valores tradicionais que caracterizam ideologicamente o gaúcho no RS. Então, como tradicionalista, eu tenho uma função intervencionista na cultura do RS [...] como tradicionalista eu condeno nos rodeios o uso de calça Lee e do chinelo de dedo. Como folclorista eu registro isto que está acontecendo.







O tradicionalismo



Segundo a maioria dos historiadores do movimento, os precursores do Tradicionalismo no Rio Grande do Sul foram os intelectuais que integravam a Sociedade Partenon Literário, fundada em1868 em Porto Alegre, tendo à frente Apolinário Porto Alegre e Caldre e Fião.

Os integrantes do Partenon, através do trabalho de divulgação em revistas, livros,conferências e jornais, queriam ser portavozes do telurismo que sentiam fazer parte dos habitantes do Sul do País. Foi a primeira tentativa de dimensionar a literatura no Rio Grande do Sul, pois antes disto havia apenas registros esparsos.

Além da preocupação com a literatura regional, usaram da tribuna e da revista para defender temas como a abolição da escravatura, a república, a liberdade de ensino e a tarefa patriótica de educar a mulher (Moreira, 1982, p.24).

Apolinário Porto Alegre e Caldre e Fião são os criadores do romance sul-rio-grandense, o qual, segundo Regina Zilberman (1985, p.21), “encampou a visão do gaúcho, tornando-se uma das facetas de um processo de valorização da cultura local que se enraizou no Sul e expressou-se de maneira variada em diferentes modalidades artísticas, como a música, a dança, as artes plásticas”, inaugurando, assim, o Movimento Regionalista no Rio Grande do Sul. O Partenon Literário, através de seus líderes, tratou de “recuperar a tradição popular oral que, nos idos de 1870, já parecia se perder” (Zilberman, 1985, p.21). Esse movimento literário foi circundado pela luta pró-federação, evidenciada pela fundação em 1860 do Partido Liberal Histórico, que foi o “marco inicial no revigoramento consciente da tradição sul-rio-grandense, enquanto limitada apenas a uma das heranças políticas de 1835: a idéia federativa para a nação brasileira” (Lessa, 1985, p.33). O Partido Liberal Histórico “levantava a bandeira da descentralização administrativa e da representação das minorias. Propunha-se a defender os mais legítimos anseios de 35 (a “epopéia farroupilha”) e responder mais de perto às necessidades da província” (Pesavento, 1984, p.52). Em 1872, ganhou as eleições para a Assembléia Legislativa local, em pleno domínio do Partido Conservador, mas chegando ao poder passou a defender a situação vigente numa atuação marcadamente conservadora. Para combater esta mudança de proposta do Partido Liberal, os republicanos gaúchos fundaram o Partido Republicano Rio- Grandense (PRR) em 1882 sob a ideologia do positivismo, que diferentemente do que aconteceu na Europa, onde surgiu como defensor do desenvolvimento capitalista, chegou ao Rio Grande do Sul para implantar o sistema. O PRR se propunha a realizar a modernização exigida. A ideologia importada, posta a serviço das condições histórico-objetivas locais, fornecia os elementos

básicos que norteariam a ação do grupo no poder: desenvolver as forças produtivas do Estado, favorecer a acumulação privada de capital e propiciar o progresso harmônico de todas as atividades econômicas (Pesavento, 1984, p.52).

Com a Proclamação da República, a situação política do Estado se tornou muito conturbada, primeiro com a deposição de Júlio de Castilhos em 1891 (voltou em 1892), depois com a Revolução Federalista, entre 1893 e 1895, que se opunha à Constituição imposta por Júlio de Castilhos, de cunho extremamente autoritário.

No plano nacional, a República recém-instalada também luta por consolidar-se diante de várias crises políticas causadas pela mudança de regime.

É nesta atmosfera, e certamente por causa dela, que surgiram no Rio Grande do Sul várias tentativas de fundação de entidades cívicas, talvez na busca de consolidação republicana através do incentivo ao patriotismo e ao culto às tradições nacionais e estaduais, já que faltavam prestígio e embasamento ao novo regime.

As primeiras entidades tradicionalistas a serem fundadas no Rio Grande do Sul foram as seguintes:

1-GREMIO GAÚCHO DE PORTO ALEGRE

O primeiro núcleo foi fundado pelo Major João Cezimbra Jacques (patrono do Tradicionalismo) em 22 de Maio de 1898 e tinha o nome de Grêmio Gaúcho de Porto Alegre. Os objetivos da entidade, segundo seu fundador, eram claramente cívicos: surgiu-nos a idéia de fundarmos o Grêmio Gaúcho para organizar o quadro das comemorações dos acontecimentos grandiosos de nossa terra. Pusemos mão à obra, auxiliados por um grupo de patriotas destemidos.

Pensamos que esta patriótica agremiação não é destinada a manter na sociedade moderna usos e costumes que estão abolidos pela nossa evolução natural, mas sim, a manter o cunho do nosso glorioso Estado e conseqüentemente as nossas grandiosas tradições. (Citado por Lessa, 1985, p.41)

Desta entidade poder‑se‑ia dizer o seguinte:

"O Grêmio Gaúcho se constitui no mamo inicial, de cerne de guajuvira, chantado no ponto zero da senda do tradicionalismo sul‑riograndense,simples vereda que se foi transformando na magnífica estrada dos nosso dias." (Cadernos Gaúchos - Hélio Moro Mariante).



2-UNIÃO GAÚCHA DE PELOTAS

Teve como sua data de fundação 10 de Setembro de 1899, apenas dezesseis meses após a fundação do Grémio Gaúcho. Sediada na cidade de Pelotas, foi o segundo marco do tradicionalismo gaúcho, implantado por João Simões Lopes Neto, fundando a União Gaúcha de Pelotas em 1899, cuja proposta era bem mais objetiva que a de Cezimbra Jacques: “civismo e patriotismo eram bem mais do que elucubrações emotivas e deveriam se firmar, pragmaticamente, no seio da sociedade e, principalmente, no currículo das escolas estaduais” (citado por Lessa, 1985, p.41).

A proposta de João Simões Lopes Neto era articulada com o momento político que o Brasil estava vivendo e demonstrava claramente o objetivo da entidade frente ao novo contexto. Segundo ele, feita a nova República, o fato da mudança da forma de governo não foi e não é por si mesmo bastante para facultar-nos uma era nova de completa regeneração.

As formas de governo têm um valor relativo, pois a forma progressiva das nações atua de baixo para cima e não de cima para baixo. É, pois a nós mesmos, é ao povo, é à Nação, que cumpre corrigir e reformar se quisermos realize a República as bem-fundadas esperanças que brotam nos corações brasileiros com o seu desejo e auspicioso advento” (Lopes Neto citado por Lessa, 1985, p.42).



3-CENTRO GAÚCHO DE BAGÉ

Foi fundado em 20 de Setembro de 1899 na cidade de Bagé.

4-GREMIO GAÚCHO DE SANTA MARIA

Teve como data de fundação o dia 12 de Outubro de 1901. De Bagé, a estrada tradicionalista dirigiu‑se para o centro geográfico do RS: Santa Maria.

5-SOCIEDADE GAÚCHA DE LOMBA GRANDE

Fundada aos 31 dias do mês de Janeiro do ano de 1938. De Santa Maria infletiu para São Leopoldo, no distrito de Lomba Grande, a caminhada do movimento tradicionalista.

6-CLUBE FARROUPILHA DE IJUÍ - 1943



Estas entidades representam a primeira fase do Tradicionalismo, segundo os historiadores do movimento. Delas apenas o Grêmio Gaúcho e a União Gaúcha de Pelotas conseguiram ter alguma atuação correspondente aos propósitos iniciais durante mais tempo, antes de se tornarem apenas entidades recreativas.



A criação dos CTGs



A segunda fase, a do Tradicionalismo propriamente dito, inicia se com a criação do 35 Centro de Tradições Gaúchas de Porto Alegre, no dia 24 de abril de 1948, por um grupo de estudantes do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, todos vindos do interior do Estado.

O 35, nome dado em homenagem à Revolução de 1835, foi estruturado com bases idênticas às que hierarquizam a estância, propriedade rural de grande extensão, ou seja, com patrão, capataz, sota-capataz, agregados, posteiros, correspondendo aos títulos de presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro e diretor.

Os conselhos consultivos ou deliberativos foram chamados de Conselho de Vaqueanos e os departamentos de Invernadas.

Segundo Barbosa Lessa, um dos fundadores do 35 CTG, o que levou o grupo a reunir-se e organizar esse movimento foi o estado de coisas em que se encontrava o Brasil do pós-guerra, refletindo a situação no Rio Grande do Sul: Porto Alegre nos fascinava com seus anúncios luminosos a gás neon, Hollywood nos estonteava com a tecnocolorida beleza de Gene Tierney e as aventuras de Tyrone Power, as lojas de discos punham em nossos ouvidos as irresistíveis harmonias de Harry James e Tommie Dorsey mas, no fundo, no fundo, preferíamos a segurança que somente nosso “pago” sabia proporcionar, na solidariedade dos amigos, na alegria de encilhar um “pingo” e no singelo convívio das rodas de “galpão”. (Lessa, 1985, p.56)

Onésimo Duarte e Edson Otto (1986), ambos pertencentes ao Movimento Tradicionalista, também fazem uma análise do momento histórico em que foi criado o 35, dizendo que imediatamente após originou-se um violento processo de descaracterização do que era nosso. Música, literatura, arte, vestimentas, tudo, enfim, nos era impingido de fora. [...] De tal forma que a cada dia nos tornávamos menos gaúchos, menos brasileiros, a cada passo mais confundíveis com as civilizações da América do Norte e Europa Ocidental.

Analisando a situação nacional, Gerson Moura (1984, p.8), sem referir-se às reações regionais como as do movimento gaúcho, confirma as condições expostas acima dizendo que a chegada visível de Tio Sam ao Brasil aconteceu mesmo no início dos anos 40, em condições e com propósitos muito bem definidos. A presença econômica,

menos visível, era bem anterior e certas manifestações culturais, como o cinema de Hollywood, já inculcavam valores e ampliavam mercados no Brasil.

Mas a década de 40 é notável pela presença cultural maciça dos Estados Unidos, entendendo-se cultura no sentido amplo dos padrões de comportamento, da substância dos veículos de comunicação social, das expressões artísticas e dos modelos de conhecimento técnico e saber científico. O traço comum às mudanças que então ocorriam no Brasil na maneira de ver, sentir, explicar o mundo era a marcante influência que aquelas mudanças recebiam do american way of life.

Por outro lado, anteriormente a esta “invasão” norte-americana à cultura do Rio Grande do Sul, o Estado Novo havia deixado marcas indeléveis na autonomia política, econômica e cultural do Estado, fato apontado como determinante para a aglutinação do grupo fundador do 35.

No plano econômico, a ditadura de Vargas determinou que ao Rio Grande do Sul caberia “fornecer alimentos baratos para o trabalhador nacional” (Pesavento, 1987, p.115), retardando o processo de industrialização sulino. No plano político-cultural o governo Vargas resolveu “aniquilar os regionalismos e acelerar o processo de centralização do poder. Foram extintos os partidos, queimadas as bandeiras estaduais e banidos os escudos, hinos e outros símbolos regionais” (p.115).

Para uma cultura marcadamente regional, como a do Rio Grande do Sul, determinada por seu contexto histórico, esses acontecimentos foram básicos para determinar a busca das raízes e tradições perdidas entre estes dois momentos de cerceamento de sua manifestação o que fez com que o sucesso do 35 se espalhasse amplamente.

Nos primeiros cinco anos foram fundados aproximadamente 35 CTGs no Estado, seguindo as finalidades propostas pelo pioneiro (Lessa, 1985):

a) zelar pelas tradições do RS, sua história, suas lendas, canções, costumes, etc., e conseqüente divulgação pelos Estados irmãos e países vizinhos;

b) pugnar por uma sempre maior elevação moral e cultural do RS; e,

c) fomentar a criação de núcleos regionalistas no Estado, dando-lhes todo o apoio possível.

Até o final da década de 1980 existiam mais de mil CTGs no Estado e centenas fora, muitos no exterior, sendo que só naquela década foram criados 283 (Urbim, 1984) em virtude da nova onda de gauchismo desencadeada pelo Movimento Nativista.

O primeiro impulso, porém, foi dado em 1954, quando convocado um encontro dos CTGs existentes para o 1o Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado em Santa Maria, oportunidade em que foi feito o balanço de suas atividades até então. A partir daí, os congressos são anuais e em todos eles são discutidas as questões internas do Tradicionalismo, apresentadas teses sobre um temário predeterminado, espetáculos artísticos e realizadas eleições das novas diretorias.



Estrutura dos CTGS



Um CTG procura lembrar o mais fielmente possível a vida do gaúcho no passado, suas lides na fazenda, feitos e fatos do RS. [...]

Assim o centro, ou o clube, é a Estância. Seu presidente, o Patrão, o Capataz corresponde ao vice-presidente, o Sota-capatazes que comumente denominam-se de secretários. Conselho de vaqueanos é uma espécie de conselho consultivo formado de homens mais experientes que conhecem o campo. O Agregado das Pilchas vem a ser o tesoureiro. Agregado das falas corresponde ao Orador. [...] Por fim vem o peão e a prenda, os sócios masculino e feminino e os piás, as crianças. (Côrtes, 1981, p.17)



A Federação dos CTGS – MTG



O Movimento Tradicionalista Gaúcho, MTG, é a federação dos CTGs e entidades afins, que coordena todas as atividades do Tradicionalismo no Rio Grande do Sul e está dividido em 30 coordenadorias, chamadas regiões tradicionalistas. A criação do MTG ocorreu em 1966, durante o XII Congresso realizado em Tramandaí, embora já houvesse sido posta em discussão em muitos outros encontros anteriores. A necessidade da criação desta federação, segundo os tradicionalistas, deve-se ao fato de que as entidades filiadas não adotavam as deliberações dos congressos, devido à inexistência de órgão fiscalizador.

O MTG tem como órgãos normativos o Congresso Tradicionalista “que fixa a política do movimento” e a Convenção Tradicionalista “com funções legislativas” (Duarte e Otto, 1986, p.6). Este órgão funciona como “catalizador, disciplinador e orientador das atividades dos seus filiados, preconizando a Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho” (Mariante, 1967, p.13), escrita em 1961 por Glaucus Saraiva e aprovada no VIII Congresso, em Taquara.

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