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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TARSO FAZ BALANÇO DO PRIMEIRO ANO DE GOVERNO DO RS.

Tarso faz balanço do primeiro ano


Tarso Genro, governador do Estado
– Oi, Tarso.

– Bom dia, Tarso.

Os diálogos acima ilustram o momento de maior prazer de Tarso Genro em 12 meses no Piratini. Quando sai de casa para exercícios matinais, é nessas conversas triviais, em que o chamam pelo nome, sem o cargo, que ele diz encontrar a maior satisfação. São domésticas ou seguranças de prédios que dão palpites, elogiam decisões de governo, como a elevação do piso regional, e, é claro, devem lá fazer suas críticas. Se este é o melhor momento, o pior está definido: foi quando integrantes da Brigada protestaram incendiando pneus, em campanha por melhor salário. Mas Tarso disse não ter ficado surpreso com a situação difícil. Acredita que o Estado vai demorar a viver um cenário totalmente novo, mas, em 2012, confia que a situação comece a melhorar com obras em estradas, entre outras. Confira a entrevista concedida a ZH.

Zero Hora – Somos o Estado que menos investe, a dívida consome R$ 2,5 bilhões ao ano, há insatisfação da população com serviços públicos e dos servidores com salários e poucas obras. Há chance de reverter a situação? Em quanto tempo?

Tarso Genro – Sim, temos condições de reverter, a partir de uma estratégia e não de uma visão meramente orçamentária. Sem entrar no mérito, o que nos diferencia é que o governo anterior trabalhava com conceito de déficit zero para sanear o Estado e fazê-lo crescer, enquanto nós usamos o conceito do déficit responsável, contratação de financiamento de longo prazo para investimentos e promover o crescimento para sair da crise. Com isso, a receita aumenta e o Estado retoma suas funções públicas, o que tu chamas de déficit de satisfação na população.

ZH – Insatisfação mesmo.

Tarso – A estratégia está refletida no orçamento de 2012, com mais recursos para saúde, educação e segurança. Como contraímos empréstimos de longo prazo com BNDES, BID e Banco Mundial, vamos triplicar os investimentos de infraestrutura comparativamente ao governo anterior. Nossa expectativa é de que o maior crescimento do Estado em comparação com o país, junto com a reestruturação do pagamento da dívida, permita que, em quatro anos, a gente melhore bastante e, em oito, tenhamos a situação mais sob controle, ou seja, com mais capacidade de investimento com recursos próprios.

ZH – O senhor estava preparado para a pedreira que encontrou?

Tarso – Nada me surpreendeu , o nosso programa mostra que estamos fazendo aquilo que propusemos. Inclusive, iniciar uma recuperação responsável do salário dos servidores, pois não acreditamos que um projeto como o nosso possa ser implementado sem a contribuição ativa dos servidores. Uma máquina pública desmotivada é um empecilho para qualquer programa de governo.

ZH – Parece estranho que o pessoal da Fazenda, com os melhores salários, tenha recebido bom reajuste, enquanto a maioria ganha pouco. Como o senhor explica isso?

Tarso – Bem, quanto à proporcionalidade, o salário dos soldados da Brigada teve reajuste muito maior do que os salários da Fazenda. Mas lembro que estávamos pressionados pelo Ministério Público para substituir uma gratificação flexível em relação à arrecadação para transformá-la em parcela fixa. Fizemos a mudança de maneira consciente. Se simplesmente suprimíssemos a parcela fixa, não teríamos a colaboração para aumentar a receita como queremos. E temos outras medidas para tomar, que precisam da motivação dos técnicos da Fazenda. Não poderíamos dar, por exemplo, correções a brigadianos e professores se não arrecadássemos R$ 500 milhões a mais neste ano.

ZH – Qual a explicação para a mudança do PT quanto à renúncia fiscal? O partido estava errado ou se modernizou? .

Tarso – Não houve mudança ideológica em relação ao sistema tributário. Não se trata disso, o PT desenvolveu uma luta contra a renúncia fiscal e contra a guerra fiscal durante anos até que chegou a um ponto em que a renúncia foi instituída como artifício no Brasil. É o que temos hoje: sistema com carga elevada exatamente para poder haver renúncia e criar privilégios para determinadas empresas.

ZH – Essa briga o PT perdeu.

Tarso – Fomos derrotados, aí veio o segundo passo: a democratização da renúncia. Ou seja, em vez de conceder incentivos tributários só para atrair empresa de fora, temos benefícios para toda a base produtiva e, a partir daí, criar condições atrativas para investimentos de fora do Estado, do Exterior. Os incentivos tributários não beneficiavam o sistema cooperativo. Agora sim, porque é elemento importante para o desenvolvimento do Estado.

ZH – Todos reclamam da carga tributária, mas uma reforma parece viável no momento?

Tarso – Sou a favor de que se reduzisse a carga, que fosse realmente progressiva (maior para os mais ricos), atingisse mais a renda financeira e mais espalhada na hierarquia social para que se pudesse arrecadar mais com alíquotas menores. Nos ricos, não faz nem cosquinha. Se comparar a carga tributária brasileira com a carga tributária da Dinamarca ou da Suécia, a nossa é pequena.

ZH – Além da renda maior, o povo desses países vê o retorno do imposto ao abrir a porta das casas.

Tarso – Então aí entra mais um ingrediente: na verdade, a qualidade dos serviços públicos prestados poderia ser muito superior se esses recursos fossem bem aplicados. Temos um constrangimento que não é de agora: a dívida pública herdada da ditadura da primeira e da segunda crise do petróleo que obriga o Estado a arrecadar para manejar essa dívida e fazer o governo funcionar.

ZH – O governo tem cartas na manga para ajudar exportadores afetados pela redução de negócios com a União Europeia?

Tarso – Sim, temos hoje estrutura de financiamento via Banrisul, Badesul e BRDE, embora não no volume do governo federal. Mas podemos ajudar as empresas em momento de crise. Estamos auxiliando micros e pequenas empresas com equalização de juro, microcrédito e Simples gaúcho.

ZH – O Estado deve buscar um novo perfil para sua economia?

Tarso – Sim, o Estado deve apostar muito na indústria do conhecimento e em criar as bases para a chamada economia criativa que tem também grande importância para o desenvolvimento cultural. Temos condições de conciliar a economia tradicional, até porque os preços relativos no mercado mundial favorecem, com desenvolvimento maior na ponta tecnológica.

ZH – O que o senhor diria aos gaúchos angustiados com obras que não chegam?

Tarso – Nós já estamos retomando muitas obras. É preciso transformar a angústia em vigilância e pressão, além de acompanhar o que faremos durante 2012.


MARIA ISABEL HAMMES
ZERO HORA

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