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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A PEC 300 PRECISA DE VOCÊ

A PEC 300 precisa de você
Postado por abamfbm on março 15, 2011 in Geral, Todas notícias | 10 Comentarios
Amigos, encontramos alguém, de renome nacional, senão um dos maiores jornalistas do Brasil, Ricardo Setti, que está fazendo a cobertura da PEC 300 de forma isenta, muito séria. É coisa rara em se tratando da forma que o governo trata de corporativizar as mídias nacionais.
No entanto, chego a entristecer ao ler a quantidade mínima de comentários no artigo que existe em sua coluna sobre a PEC 300. Alegamos que somos mais de 700 mil em todo o Brasil. Até o momento dessa postagem, apenas 32 comentários.
O jornalista Ricardo Setti já narrou em seu blog que fará o acompanhamento da PEC 300. A sua voz abre portas para o nosso clamor. Mas, por favor, incentivem-no. Não custa entrar em seu blog e postar uma mensagem de otimismo para ele, agradecendo, desabafando, contando de nossas angústias em sermos profissionais da segurança pública largados ao completo abandono.
Para reflexão: a postagem mais comentada do jornalista Ricardo Setti tem até agora 1051 comentários. Vamos, pelo menos superar essa marca. Eu já comentei, e você?
PEC-300: emenda que aumenta salário de PMs continua mobilizando deputados
Amigos, como já escrevi anteriormente, há temas em andamento que, por sua relevância, procuro acompanhar com mais frequência, mostrando sua evolução aos leitores da coluna.

Venho fazendo isso com a crescente pressão de deputados de diferentes partidos, inclusive da base do governo, para que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), coloque em votação – já em segundo turno, depois do que a matéria segue para o Senado – a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 300, de 2008, que equipara os salários dos policiais militares e bombeiros de todos os Estados ao que recebem os PMs do Distrito Federal, os mais bem pagos do país.

Se aprovada pelo Congresso, a PEC faria com que um PM em início de carreira no Rio de Janeiro, por exemplo, pulasse dos menos de 1.500 reais que embolsa por mês, incluindo gratificações, para cerca de 4 mil reais. A Câmara aprovou a proposta, em primeiro turno de votação, em julho do ano passado por avassaladores 349 votos a zero.

Custo para o Tesouro: 40 bilhões de reais

Como já procurei mostrar em posts anteriores, a PEC 300, à qual foram juntadas propostas semelhantes ou afins de outros deputados, cria um fundo de 12 bilhões de reais com percentagens de impostos federais para bancar os custos iniciais da implementação do aumento. Dispõe ainda que caberá ao governo federal complementar os novos salários dos PMs e bombeiros enquanto os Estados, encarregados da segurança pública pela Constituição, não puderem assumir a despesa. Isso tudo, calcula-se, representará um custo de 40 bilhões de reais para o Tesouro.

O pinga-pinga de deputados solicitando formalmente à Mesa da Câmara que se inclua a PEC 300 na Ordem do Dia da Casa – para discussão e votação – é quase diário.

A pressão dos deputados para votar

Três deputados haviam apresentado requerimento no dia 10 do mês passado: dois da oposição – Andreia Zito (PSDB-RJ) e Romero Rodrigues (PSDB-PB) – e um da chamada “base aliada” do governo, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor original da PEC. A eles juntaram-se no dia 17 mais dois deputados aliados do governo, Doutor Ubiali (PSB-SP) e Nilda Gondim (PMDB-PB). Na dia seguinte, pingou mais um requerimento, de outro aliado, Otoniel Lima (PRB-SP). Mais à frente, outros dois, o do governista Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e do oposicionista Sandro Alex (PPS-PR). Na semana passada, mais quatro, dois governistas – André Moura (PSC-CE) e Oziel Oliveira (PDT-BA) – um da oposição, Francisco Francischini (PSDB-PR), e o supostamente independente Roberto Lucena (PV-SP).

Essa mobilização, que tende a aumentar, aperta os parafusos do presidente da Câmara, aliado do governo, num período em que a presidente Dilma anuncia profundos cortes no Orçamento para fazer frente à disparada da inflação.

O Planalto quer que Maia empurre o quanto puder com a barriga a data da decisão em segundo turno, mas, como se tem visto, cresce a cada dia o número de requerimentos para que se vote logo a PEC, e o presidente da Câmara tem limites para fingir que não existe essa pressão.

Comente, clicando aqui: Jornalista Ricardo Setti


Assista ao vídeo sobre Ricardo setti

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